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Jovens farmacêuticos devem ser aproveitados pelo sistema de saúde

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(Lusa) - A bastonária dos Farmacêuticos defendeu que os jovens que vão para a farmácia têm “um capital de qualidade e qualificação” que deve ser aproveitado pelo sistema de saúde sob pena de se desperdiçar uma parte importante de “juventude qualificada”.

“Os farmacêuticos que vão para a farmácia e que nós formamos durante muitos anos nas nossas universidades, têm um capital de qualidade e de qualificação que tem de ser aproveitado pelo sistema de saúde, porque senão estamos a deitar fora uma parte importante da nossa juventude qualificada, e isso não faz nenhum sentido”, considerou Ana Paula Martins em entrevista à agência Lusa, a propósito do Dia do Farmacêutico, assinalado hoje.

Para a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, “é fundamental” ter uma regulamentação para o exercício profissional e para a valorização do ato farmacêutico.

“É muito importante que isto aconteça”, vincou, sublinhando que não se pode confundir “o farmacêutico com o local onde ele exerce”.

Desde a liberalização da propriedade, as farmácias comunitárias podem ser de farmacêuticos ou não. Contudo, os farmacêuticos que lá trabalham têm de ter “condições para desenvolver a sua função e isso depende muito de quem faz a gestão da farmácia”.

Para que essas condições existam, o modelo que existe hoje de valorização do que os farmacêuticos fazem tem de ser “completamente diferente”, tem de se valorizar “o ato, ou seja, tem de se perceber que uma coisa é a farmácia, outra coisa é o farmacêutico”.

Independentemente do local onde exercem, os farmacêuticos têm de ter “um enquadramento profissional que seja funcionalmente claro e adequado às competências que têm”.

Traçando o retrato atual da classe, a bastonária afirmou que têm as mesmas dificuldades dos outros profissionais de saúde: “Todos temos vivido momentos de grande tensão, de ‘burnout’, de dificuldades também financeiras”, que no caso das farmácias já existiam antes da pandemia.

Também é um retrato de “grande preocupação” com mais este inverno de como é que vão conseguir responder ao esforço da vacinação e dos mais velhos que os procuram, sobretudo em meios mais pequenos onde há menos centros de saúde.

“Aquilo que eu sinto e que tenho sentido é que a pandemia veio pôr a descoberto aquilo que eram já algumas fragilidades que sentíamos”, nomeadamente no que respeita à “valorização objetiva do que pode ser feito e do que não tem sido feito”.

Segundo a bastonária, há medidas políticas que foram estudadas nos últimos 20 anos e “muitas delas não saíram da gaveta”.

Por estas razões, Ana Paula Martins disse que há “uma certa sensação de que, período após período político”, não se conseguiu “fazer a transformação” do que é preciso fazer no SNS e no sistema de saúde.

Mas ressalvou, isto não é uma crítica a quem está a governar ou governou: "é uma crítica objetiva à forma como nós conduzimos o país, muitas vezes sem pensar a longo prazo, sem pensar em planos estruturados, não fazendo sair do papel ideias que são boas, que já foram experimentadas e não avaliamos essas experiências, não as alargamos”, disse, sustentando: “temos uma enorme inércia para conseguir fazer essa transformação”.

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