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terça-feira, 21 setembro 2021

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À conversa com Paulo Dinis - Rede Global da Diáspora



O luso.eu Jornal das comunidades é gratuito mas quero ajudar!

O Luso esteve à conversa com a Rede Global da Diáspora. Numa breve conversa, explicam o que é, quem são, o que fazem. Prezam a cooperação e promoção das comunidades portuguesas emigradas e estabelecem-se como uma plataforma que permite que o mundo dos negócios em português não fique esquecido. Tendo a aproximação de empresários portugueses no mundo como um dos pilares principais, a Rede Global da Diáspora é, no entanto, dirigida a todos nas comunidades portuguesas. 



Luso.eu 1 - De onde surge a ideia de formar a Rede Global?

Paulo Dinis A ideia surge da circunstância de a Fundação AEP, já com financiamento do Portugal 2020, COMPETE e FEDER, ter desenvolvido um esforço de aproximação dos nossos jovens emigrantes, muito deles qualificados, no sentido de regressarem a Portugal num contexto de superação da crise financeira de 2008. No desenvolvimento desse projeto - o “Empreender 2020, regresso de uma geração preparada” -, constatámos a oportunidade de desenvolver ofertas para a comunidade emigrante no sentido de partilhar com a mesma o esforço coletivo de promover Portugal e a portugalidade.

A Rede Global da Diáspora surge assim para promover uma real aproximação da nossa comunidade emigrada entre si e entre a mesma e o país de origem, no sentido de facilitar e promover as relações entre todos. Traduzimos nesta iniciativa um natural sentimento de afetividade que une os portugueses onde quer que estejam e colocamos à sua disposição um conjunto de serviços e utilidades, acessíveis através de uma ferramenta tecnológica.

No horizonte temos em vista a cooperação ao nível económico, particularmente através da promoção das nossas exportações. Pretende-se também facilitar o investimento direto, particularmente nas regiões donde saíram os nossos emigrantes, promovendo a aplicação de recursos nas comunidades do interior. Trata-se, num e noutro caso, de estimular o melhor de todos nós para criar uma plataforma que una verdadeiramente os portugueses em todo o mundo e permita a realização de negócios em português.

Luso.eu 2 - Quais os objetivos da Rede Global?

Paulo Dinis Numa linguagem cujo léxico já se tornou corrente, é a rede social colaborativa que une os portugueses, onde quer que eles estejam no mundo.
Através de uma ferramenta digital disponível em www.redeglobal.pt, criamos os meios para que a diáspora portuguesa consiga comunicar entre si. Este efeito de aproximação entre todos os portugueses é um dos pilares desta Rede.
Na construção deste projeto pensamos nas melhores fórmulas, e foi esta a escolhida, para partilhar um ativo extraordinário que são os protagonistas de Portugal e os produtos que tem origem neste país.
Assim, tendo também subjacente uma preocupação económica, colocamos no leque dos principais objetivos, a promoção da marca Portugal e o efeito que terá na alavancagem das exportações das pequenas e médias empresas portuguesas, estimulando em simultâneo a colaboração entre as comunidades portuguesas de todo o mundo.

Luso.eu 3 - Como fazem a ponte entre as PMEs portuguesas e a diáspora?

Paulo Dinis A Rede Global da Diáspora é um projeto que pretende mapear a diáspora portuguesa, civil e empresarial, e colocá-la ao serviço das exportações portuguesas, aproximando comunidades, pessoas e empresas.
As vantagens são visíveis logo no momento da adesão. Desde esse primeiro momento que o utilizador pode contatar com os vários elementos da sua comunidade que estão registados e dessa forma estabelecer interações que de outro modo não estariam facilitadas.
Enquanto empresa os benefícios são diversos e vão desde disponibilização de um canal privilegiado para comunicar com as comunidades portuguesas; acesso às comunidades portuguesas (instituições, empresas e pessoas), contacto preferencial com portugueses-chave, possibilidades de recrutamento de quadros ou mobilidade de quadros, acesso a informação de mercados atualizada, acessos às redes de distribuição da diáspora, partilha de oportunidades de negócio, ações de ativação de marca.
Enquanto investidor, que poderá ou não ser uma empresa, o acesso à Rede vai permitir investir fora de Portugal, encontrar Investidores, identificar Parceiros, partilhar Oportunidades de Negócios, aceder a Soluções de Financiamento, conhecer os Incentivos ao Investimento.

Luso.eu 4 - Como podem as PMEs fazer parte da Rede Global?

Paulo Dinis O processo de adesão é muito simples pois sabemos que esta plataforma deve servir uma ampla comunidade e tentamos descomplicar ao máximo o processo. Desde logo, poderão subscrever utilizando contas já existentes e que facilitam imenso o registo dos dados. Depois, a circunstância de não estar implícito nenhum custo permite, a todos, interagir desde o primeiro clique com todos os elementos da comunidade registados.
Para as empresas, que também podem aderir à Rede, aconselhamos um registo mais atento pois o perfil que fica associado é fundamental para assegurar a sua visibilidade na plataforma, designadamente pela quantidade e qualidade das ofertas que disponibiliza para a diáspora.

Luso.eu 5 - É dirigido a todo o tipo de PMEs ou tem um grupo alvo?

Paulo Dinis A Rede Global é dirigida a toda a Diáspora Portuguesa. Este é o grupo alvo.

Luso.eu 6 - Que novidades vai trazer a segunda fase deste projeto?

Paulo Dinis A Rede Global da Diáspora 2.0 centra-se essencialmente nas funcionalidades de negócio – business to business.

Os novos desenvolvimentos da plataforma são:

Rotas Lusitanas: Promover os estabelecimentos que comercializem produtos nacionais, sejam eles propriedade de portugueses ou não, incentivando outras empresas a comercializarem produtos e/ou marcas portuguesas, para atrair clientes junto das comunidades portuguesas.

Portal do Investidor: uma área específica de negócios, criando um ambiente que promova a troca de oportunidades e a partilha de interesses. Trata-se de uma funcionalidade exclusivamente dirigida a Empresas e Investidores, que visa facilitar e acelerar negócios à escala global.

Diáspora Business Intelligence – com esta ferramenta vai ser possível conhecer a diáspora ao pormenor, permitindo às empresas identificar os canais de distribuição mais adequados a cada negócio e/ou setor de atividade, através duma ferramenta de business intelligence.

Luso.eu 7 - Quais as perspetivas sobre os seis encontros de negócios internacionais programados? Localização, objetivos, etc.

Paulo Dinis Efetivamente temos programado a dinamização de seis encontros de negócios internacionais junto das comunidades empresariais mais representativas da diáspora. Estamos a contar ir a Luxemburgo, Bélgica, Holanda, Alemanha, Canadá, Brasil e EUA e Suíça. Esta última vai acontecer já nos próximos dias 7, 8 e 9 de setembro, integrada na visita da Secretária de Estado para as Comunidades Portuguesas, onde iremos realizar sessões de apresentação em Zurique, Berna e Genebra.

A ideia é criar momentos de aproximação entre empresários portugueses, residentes nestes países, para identificar e partilhar oportunidades de negócio na diáspora, capazes de fomentar o aumento das exportações, a captação de investimentos e o desenvolvimento de parcerias estratégicas.

Luso.eu 8 - Ao longo dos anos, como foi recebida a iniciativa, tanto pelas comunidades como pelas PMEs, e qual o feedback que têm recebido?

Paulo Dinis Até ao momento apraz-nos registar uma enorme aceitação e entusiasmo de todos. Desde logo por parte das instituições que por esse mundo fora se preocupam em afirmar Portugal e os portugueses. Salientamos a excelente articulação com as instituições nacionais que de uma forma ou de outra se encontram empenhadas na defesa dos interesses da diáspora e o entusiástico acolhimento que temos observado nos portugueses que a compõem.

A este propósito permito-me salientar as interações diárias que mantemos com muitos elementos das comunidades que através dos mecanismos de comunicação que instalamos na Rede Global nos vão dando feedback do trabalho realizado e nos permitem ir cada vez mais ao encontro das necessidades e preocupações da nossa comunidade expatriada.

Paulo Dinis

Diretor Executivo da Fundação AEP


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