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Restaurantes e cafés encerram durante quatro semanas na Bélgica

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Um contacto próximo por pessoa, o teletrabalho como norma e os restaurantes e cafés fecham portas durante as próximas quatro semanas. Alexander de Croo, primeiro-ministro belga, anunciou esta tarde, as novas medidas que visam a conter o aumento do números de casos relacionados com o coronavírus. As medidas entram em vigor já a partir da próxima segunda-feira, 19 de outubro.

Na conferência de imprensa desta tarde, o primeiro-ministro belga revelou que nesta sexta-feira, 16 de outubro, cerca de 2 mil pessoas se encontram hospitalizadas e 35 pessoas morreram devido ao coronavírus. “Os números continuam a subir de maneira exponencial”, sublinhou.

“Temos uma missão. Essa missão é de fazer descer os números e para fazer isso são precisas medidas mais restritas”, afirmou de Croo.

A partir da próxima segunda-feira, o número de contactos próximos é reduzido para uma pessoa. Os agregados familiares podem também convidar até quatro pessoas, sempre os mesmos, a mudar de duas em duas semanas. As regras de distância têm de ser respeitadas.

O teletrabalho passa a ser mandatório, sempre que seja possível. Para aqueles que não podem trabalhar de casa, terão de seguir as recomendações do governo de modo a que possam efectuar o seu trabalho em segurança.

Os restaurantes e cafés encerram durante quatro semanas. Após duas semanas, a medida será avaliada. No entanto, a obtenção de refeições de take-away, ainda será possível até às 22:00 horas. Alexander de Croo afirmou ainda que o governo se encontra a preparar um pacote de medidas financeiras para ajudar os estabelecimentos nesta fase.

A venda de álcool é proibida a partir das 20:00 horas. É também implementado um recolher obrigatório entre as 00:00 e as 05:00 horas.

Os mercados alimentares podem permanecer abertos, seguindo todas as medidas que já estão em vigor. Mercados de Natal e aldeias de inverno não serão possíveis.

Em funerais, é permitida a presença de até 40 pessoas.

Na conferência de imprensa não foram anunciadas medidas para o desporto e para a cultura. Essa revisão será apresentada apenas na próxima sexta-feira, 23 de outubro. Até lá, as coisas podem continuar normalmente. Para outros ajuntamentos ou eventos de interior, que não tenham protocolo, é permitida a presença de um máximo de 40 pessoas.

“Sei que as medidas são severas e que será uma injustiça para muitos, mas este vírus não é justo. Estas medidas são para proteger os mais vulneráveis. Para evitar o pior, temos de tomar medidas agora”, justificou o primeiro-ministro belga.

Medidas são necessárias

“Do ponto de vista da saúde, penso que é do conhecimento de toda a gente que estas medidas são necessárias. Vemos os números a aumentar e todos os indicadores estão a vermelho”, afirmou numa conferência no início desta tarde Yves van Laethem, porta-voz inter-federal da comissão de combate à Covid-19.

Para este fim-de-semana, antes da entrada oficial das medidas do governo belga, o médico recomendou alguma contenção à população em geral.

“Não façamos o mesmo erro de março, em que as pessoas quiseram aproveitar os últimos dias antes do confinamento de forma exagerada. Vimos o que aconteceu quinze dias depois”, afirmou van Laethem.

Nos últimos sete dias, a Bélgica teve uma média de quase 6 mil casos e de 23 mortes por dia. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, o país regista cerca de 192 mil casos e 10 mil mortes devido ao coronavírus.

Rúben Castro
Jornalista da luso.eu CC46 A
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Nascido em 1990, no Funchal, estudou Ciências da Cultura na Universidade da Madeira e Jornalismo na FCSH/Universidade Nova de Lisboa. Neste momento vive em Bruxelas, onde colabora com vários órgãos de comunicação social. É um dos 55 Embaixadores da Juventude da ONE na Bélgica, uma ONG focada no combate à pobreza extrema e às desigualdades.

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