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quinta-feira, 27 janeiro 2022

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Como se escolhe perfume



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Pode-se entrar no ano que se inicia. Com mãos leves e olfato aguçado. Pisando leve, para cuidar de não espantar os pássaros que pousam pelo chão a frente e levantam o aroma das flores. Pode-se sentir uma fragrância. E outra. Pausa. Entre a última e a próxima, um gole de café, para espantar os medos e as ausências que teimam em nos presentear em fins de ano mas não são fim do mundo.

Como se escolhe perfume, vira-se uma página mal escrita de um livro que logo termina. Como se escolhe perfume, encerra-se o livro e se inicia o próximo. Feito mês que se esgota de tão extenso e, depois, torna-se fevereiro veloz. Chega-se ao fim do ano como quem extraiu a última gota do melhor perfume. Ou terá sido o fim do perfume menos atraente? Há quem creia haver apenas uma única essência ideal a cada indivíduo. Já outros aprendem que várias essências nos garantem os bons ares, que muitas essências nos preenchem o olfato com boas experiências e é desnecessário na prática se fixar numa única. Mas, por um dia, é preciso escolher algum perfume. E como se escolhe perfume, traça-se uma rota de vida. Como se escolhe perfume, escolhe-se como passar as horas, mesmo que seja perfume barato, convém não desprezar! E, depois, sempre há mais suor e novos banhos, de que refeitos, saímos prontos a novos lavandários e, mais adiante, desejando o aroma das cerejeiras...

Como se escolhe perfume é questão de tempo. O tempo da fixação. E do éter. Rápido ou vagaroso está na sutileza das narinas, na sabedoria da espera e da apreciação. Como se escolhe perfume, escolhe-se com quem partilhar a ceia. E com quem trocar ideias. Como se escolhe perfume, abraça-se o dia, o ano, a vida.

Deixar-se exalar o aroma próprio... e se permitir sentir o cheiro dos outros, os cheiros a nossa volta é tarefa sábia, mas não da sabedoria dos estudos ou dos anos de vida, é tarefa de sabedoria divina, de quem vive despercebido, mas alerta à Natureza, e a nossa condição básica... Por fim, confesso que como se escolhe perfume, escolho as palavras, ora confundindo os tempos, ora os rearranjando nas narinas quase sempre alertas, em busca (vã) de melhor sentido...




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Gisele Wolkoff
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