Depois de intensas polémicas com o abandono de um jogador, está escalada a equipa que entra em campo.
Terá na baliza Nuno Álvares Pereira, indiscutível após o último jogo com os castelhanos. No eixo da defesa, dois centrais: Fernão de Magalhães, com talento para encontrar uma passagem onde ninguém a vê, e Afonso de Albuquerque, capaz de investidas certeiras até ao meio-campo. À esquerda, Antero de Quental — e por ele não haverá decadência do quarteto defensivo; à direita, Oliveira Salazar, jogador capaz de prender todos os adversários.
No meio-campo, puro talento: Vieira da Silva, internacional que jogou em França; Paula Rego, que ainda faz parte dos quadros da Tate, em Londres; Fernando Pessoa, um génio multifacetado capaz de jogar em qualquer posição.
Na frente de ataque, Eça de Queiroz, jogador incontestado, finalmente admitido no Panteão depois de prolongada discussão sobre a transferência; ao seu lado, Jorge de Sena, com andanças do demónio a aterrorizar a equipa adversária, e Bernardo Sassetti, a compor a harmonia do trio de ataque.
No banco — e que banco! —, Teixeira de Pascoaes, Rey Colaço, Sebastião José de Carvalho e Melo, Rodrigues Miguéis, Maria Lamas, Fontes Pereira de Melo, Vergílio Ferreira, António Lobo Antunes, etc., etc.
O treinador, Afonso Henriques, disse que apenas os melhores entrariam, o que levou D. Sebastião a amuar, montar no cavalo e partir em direção a Alcácer Quibir, sempre rodeado por ávidos jornalistas.
Extraordinário país este, incapaz de se dar ao ridículo, e que vai já com quase 900 anos de futebol. Ou será de História?






















