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Escrever “a quente” sobre a morte de familiares, pai, mãe, filhos ou amigos chegados ainda sem sepultar é uma tarefa difícil e quase impossível dada a emoção, por vezes revolta e sentimento de perda.
Escrever sem emoção ao recordar todos esses momentos vividos, principalmente de alegria e felicidade que nos passam velozmente na nossa mente, é e volto a repetir, muito difícil. Perante este drama nacional passa-nos pela mente os momentos felizes que vivemos na natureza e nas casas ardidas onde muitos nasceram e viveram. Escrever sobre fogos florestais enquanto eles ainda lavram por Portugal inteiro e matam pessoas e animais desde o Alto Minho às ilhas é muito idêntico… 

É ainda com cheiro a fumo e os olhos quase a lacrimejar e com o sol escondido atrás do intenso fumo escrevo estas linhas. Qualquer pessoa tida como normal por mais imparcial que queira escrever sobre fogos é muito difícil… pois há raiva e ódio!
Nesses momentos de choque e de pânico de muitas populações, ainda não deu para pensarem e reflectirem friamente nos culpados desta recorrente tragédia, nem da consequência de tudo isto; nos incendiários, nos mandantes dos incendiários, nos políticos nacionais e também europeus.

Estou convicto que a tragédia que se repete anualmente em Portugal está ligada à corrupção que supostamente gira à volta deste negócio do fogo e que é uma autêntica mina de ouro para gente sem escrúpulos. Se quisessem tudo seria diferente. Durante anos já muito ou quase tudo foi dito sobre fogos florestais. São debates, entrevistas de “entendidos” da matéria, são horas e horas seguidas de directos nas rádios e  TV´s , páginas inteiras de jornais onde o drama e a indignação é acirrada e levada ao rubro, mas os meses vão passando e chega Outubro ou Novembro e o horror, a ira e a indignação dos incêndios é esquecida e canalizada para os árbitros de futebol e para os vilões das telenovelas, até que o horror, a morte e o dantesco “espectáculo” volte na próxima época de incêndios para animar a nossa decadente Comunicação Social e alegadamente encher os bolsos dos privados do costume…

Muitos recordarão certamente que o combate aos incêndios esteve em tempos a cargo da Força Aérea, através dos seus homens, helicópteros e aviões. Sabe-se que os militares estão preparados e interessados na missão de ataque aos fogos, mas os políticos incompreensivelmente talvez movidos por interesses supostamente obscuros retiraram-lhe essa competência. Poucos entendem o afastamento dos nossos militares do combate aos fogos, mas acho que não será difícil de entender, pois os fogos são um negócio de privados que envolvem muitos milhões de euros.
O presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas, António Mota, diz que o afastamento dos militares é um "crime de lesa-pátria”. Concordo também que o combate aos incêndios deve ser efectuado pela nossa Força Aérea.

Poderia ainda referir o erro dos longos anos da (má) ordenação florestal e da praga dos eucaliptos, mas referirei apenas que o castigo aplicado às dezenas de incendiários e seus mandantes deve ser revista.  Atendendo que em Portugal a prisão perpétua é anticonstitucional, deve ser-lhes aplicada a pena máxima de vinte e cinco anos, mas não devem ser colocados em prisão fechada.

Há dias em Braga um reincidente de fogo posto, foi posto em liberdade por um juiz e estas situações são inconcebíveis.Os condenados não devem ter uma segunda oportunidade. Para os incendiários e para os seus mandantes proponho que, com chuva ou com sol e durante todos os anos da pena, 365 dias por ano, sobe forte vigilância policial eles fossem obrigados a plantar árvores e a fazer a limpeza das florestas sem qualquer vencimento. Haja coragem e vontade política!

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