Bruxelas torna-se palco da nova geração da literatura infantojuvenil lusófona, reunindo talentos dos PALOP e Timor-Leste num evento que liga África, Europa e Ásia através da criação literária.
Bruxelas torna-se, entre 26 e 29 de março de 2026, um ponto de encontro da criação literária em língua portuguesa, com uma programação dedicada à literatura infantojuvenil dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e Timor-Leste (PALOP-TL), no âmbito do projeto PROCULTURA.
A iniciativa é promovida com o apoio da União Europeia e implementada por Camões, I.P. e pela Fundação Calouste Gulbenkian, com o objetivo de dar visibilidade a uma nova geração de autores, ilustradores e criadores lusófonos e reforçar a circulação internacional das suas obras.
Num contexto que liga África, Europa e Ásia, o evento afirma a língua portuguesa como um espaço de criação e diálogo intercultural, promovendo a ligação entre mercados editoriais e a projeção de talentos emergentes no panorama global.
No dia 27 de março, o Museu da Banda Desenhada, em Bruxelas, acolhe várias mesas-redondas com profissionais do setor editorial e agentes culturais. Em debate estarão temas como a transição do livro impresso para o digital, o surgimento de novos formatos como audiolivros e webtoons, e a criação de pontes editoriais entre África e Europa.
Já a 28 de março, a programação centra-se numa noite principal na Fabbrica, com apresentações de projetos de literatura infantojuvenil, uma exposição coletiva dedicada a Ilhas e Encantamentos, BDPALOP e Haktuir Ai-knanoik, e a apresentação de 12 talentos emergentes oriundos de países como Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau e Timor-Leste.
A iniciativa encerra com um momento de networking e um DJ set de Alex Figueira, reforçando a ligação entre cultura, criação contemporânea e novas formas de circulação artística.
A programação destaca uma nova geração de criadores lusófonos que reinventa a literatura infantojuvenil, cruzando tradição oral, inovação gráfica, com narrativas enraizadas nos seus territórios e abertas ao mundo.



