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A Câmara Municipal da Guarda vai homenagear a título póstumo o major-general Augusto José Monteiro Valente com a atribuição da medalha de honra do município grau ouro no dia 25 de Abril.

O presidente da Câmara, Sérgio Costa, considerou que é uma condecoração da mais elementar justiça pela “heroica participação no 25 de Abril de 74, que, então conhecido como capitão Valente, escreveu, com risco da própria vida, a melhor página do século XX no álbum da liberdade”.

O autarca eleito pelo movimento Pela Guarda salientou que será uma homenagem “a um dos maiores e respeitosos heróis de Abril que comandava o Regimento de Infantaria (RI 12) e homem de uma integridade ímpar, com elevado sentido de honra e do cumprimento do dever, cidadão exemplar e democrata assumido”.

Em Abril de 1974, o então capitão Valente, falecido em setembro de 2012, comandou uma companhia para fazer a defesa da fronteira em Vilar Formoso e deu ordem de prisão às patentes mais altas no quartel militar da Guarda do RI 12.

A proposta de atribuição da condecoração foi aprovada por unanimidade na reunião do executivo de segunda-feira.

Menos consensual é a programação para assinalar os 50 anos do 25 de Abril.

Os vereadores da oposição, António Monteirinho pelo PS, em substituição de Adelaide Campos, e o eleito pelo PSD Carlos Chaves Monteiro criticaram o programa apresentado na semana passada e que foi considerado pelo presidente da Câmara como um dos melhores do país.

António Monteirinho assinalou que o PS considera que “o programa foi feito em cima do joelho” e lamentou que muitos dos elementos que integram a comissão organizadora não tenham participado na elaboração do programa.

Para os três eleitos do PSD, o programa apresentado “é uma manta de retalhos” que servia para assinalar qualquer outra efeméride.

Carlos Chaves Monteiro disse que os vereadores do PSD queriam “algo diferenciador e criativo” que pudesse resultar da mais-valia de ter elementos de diversas áreas na comissão organizadora das comemorações do 25 de Abril.

“É com alguma tristeza que vemos as pessoas a não serem integradas, a não se sentirem motivadas num programa como aquele que foi apresentado à Guarda”, sustentou, em declarações aos jornalistas.

Em resposta, Sérgio Costa argumentou que o programa foi construído com os contributos dos membros da comissão executiva, com a ajuda da comissão coordenadora e também dos técnicos do município, e criticou a postura dos vereadores da oposição.

“Os representantes dos partidos políticos que estavam na comissão executiva não deram nenhum contributo, concretamente destes dois partidos políticos [PS e PSD]. Não deram nenhum contributo e a seguir fala-se mal de tudo o que se faz”, censurou.

O autarca salientou que 99% das propostas da comissão foram acolhidas no programa.

O vereador do PS, que é também líder da concelhia socialista da Guarda, criticou ainda na reunião do executivo a forma como está a ser gerida a Plataforma Logística, defendendo uma gestão profissional do espaço.

O autarca defendeu que deveria ser feita uma seleção dos negócios a instalar naquela estrutura, considerando que não faz sentido estarem ali localizadas algumas empresas.

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