script async src="https://pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-3525825446826650" crossorigin="anonymous"> Crónicas - luso.eu | Jornal de Notícias das Comunidades Portuguesas
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A família, como é sobejamente conhecido, constitui a primeira, e a mais significativa estrutura organizada, como construto de uma sociedade, de resto, a família é a célula a partir da qual se formaram os clãs, as tribos, as comunidades, as sociedade, as nações e o mundo humano, em que as gentes deste universo vivem, com as suas tradições, culturas e civilizações. 

A Ética é, portanto, a base normativa e moral da tarefa do Homem-ser-Homem, inviolável, intimamente pessoal, a que nenhuma autoridade terrena tem acesso. A Ética como disciplina normativa, do foro íntimo de cada Ser humano, subordina a si todas as demais disciplinas práticas, e tanto mais quanto mais íntima e direta é a relação destas com o humano.

O homem é um “ser-com-os-outros”, numa atitude dialógica permanente e, como tal, palco de inúmeras atividades, especificamente humanas. A atividade política é, neste contexto heterogéneo, uma vertente, ou dimensão, do homem, que não o globalizando e/ou nem o substancializando, não deixa, porém, de ser uma componente importante, na caracterização do seu todo.

Nos dias atuais, coloca-se, também, a questão de se saber se o progresso, moral e espiritual, acompanham o avanço técnico-material. Com efeito, a descoberta de técnicas, que ainda há bem poucas décadas seriam uma utopia, e a consequente aplicação de práticas, revelam até que ponto pode a grandeza do homem chegar, todavia, tal dimensão será ela, por si só, dignificante do homem, como pessoa humana, ou conduzirá, pelo contrário, à escravidão e humilhação do mesmo homem, que a desenvolveu?

Atualmente, a Ética terá de ser a disciplina nuclear em todos os currículos escolares, sejam de natureza técnica, cultural ou científica. Há que ressuscitar a moral fundamental de há dois milénios. Urge dinamizar as Igrejas no mundo, no sentido da concretização da mais íntima união da Igreja com toda a família humana, porque Ela é a vocação do homem, porque o homem é criado à imagem de Deus e Este é Supremo Bem, cúpula celestial de todas as cúpulas terrenas.

Em todo o caso: «…só a ética não explica o companheirismo do ser humano. O que faz uma pessoa gostar das outras é a religiosidade. Esse sentimento é a força mestra da convivência social. A religião que é a espiritualização da religiosidade, reúne pessoas com a mesma afinidade espiritual, estabelecendo rituais, regras, hierarquias, locais próprios e modus operandi para a sua funcionalidade.» (TIBA, 2003:76).


 



 

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