script async src="https://pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-3525825446826650" crossorigin="anonymous"> Gastronomia - luso.eu | Jornal de Notícias das Comunidades Portuguesas
Publicado por :
(Tempo de leitura: 2 - 3 minutos)
Cartaz do Congresso de Cozinha com o tema Mar, ilustrado com um camarão colorido ao centro. O cartaz indica as datas 27 e 28 de setembro, em Oeiras, e destaca a ligação à gastronomia marinha.


Ainda faltam algumas semanas para o Congresso de Cozinha, mas já consigo prever, com a precisão de quem já assistiu a alguns (nunca os suficientes!), o que vai acontecer quando abrirem as portas. Este ano, o tema é o Mar.

E sim, escrevo-o com maiúscula porque, mais do que protagonismo, no Congresso o Mar ganha nome próprio.

Temos os peixes, claro. Uns mais requintados, como o pregado e a dourada, outros mais dados à boémia popular, como a fiel sardinha ou o carapau e a cavala. Na escala da sofisticação e sensibilidade imperam os mariscos. Delicadeza de jóia, explosão de sabor no prato. Ainda há os cefalópodes, choco, polvo e lula, seres inteligentes e misteriosos que um dia decidiram que o melhor formato evolutivo era ter os pés colados à cabeça. Já as algas passam de dispensáveis a rainhas improváveis. Trazem envolvência, tempero, limpam os oceanos e têm um papel singular à mesa, que se transforma num verdadeiro oceano de cor, textura, consistência e, claro, sabor. Sempre o sabor.

No meio de tanta história feliz, nem tudo aquilo que vem do Mar são boas notícias. O plástico transformou-se no predador mais terrível dos oceanos. A pesca desenfreada ameaça o Mar, um dia considerado infinito. Hoje, sustentabilidade já não é uma palavra bonita para pôr no rodapé do menu, é a sua própria condição para sobreviver.

No cruzamento entre a sabedoria salgada com sabor a poesia, a urgência ecológica e a genialidade gastronómica, o debate vai erguer-se: o Congresso de Cozinha é lugar de um só destino. Aqui a partilha de ideias vai sentar-se à mesma mesa, não apenas para discutir o ponto de cozedura do bivalve ou o destino ideal do fígado de tamboril, mas para desenhar o mapa do futuro: pode a gastronomia transformar-se em ferramenta de conservação?

Se o produto for bom, de pouco precisa. Os japoneses perceberam isto há séculos e construíram uma cozinha inteira à volta da ideia de não estragar o que já é perfeito. Por cá, mostramos a mesma sapiência com apenas uma grelha e um punhado de sal.

E pronto, o meu objectivo está cumprido. Vim aqui só mesmo para vos falar do Congresso de Cozinha com vista para o Mar. Se trabalham, gostam, estudam ou são meros curiosos da cozinha com tradições e contradições servidas a quente ou frio, comprem o vosso bilhete. Já se sabe que o Mar não espera por ninguém... nem cabe num só prato.

Juntem-se às Edições do Gosto e venham ao Congresso de Cozinha, sobretudo se for a primeira vez. Depois disso, é fácil voltar. Tragam apetite e, sobretudo, consciência.
Para comprar bilhete: https://chk.me/5VRFVcy



 



 

We use cookies
Usamos cookies no nosso site. Alguns deles são essenciais para o funcionamento do site, enquanto outros nos ajudam a melhorar a experiência do utilizador (cookies de rastreamento). Você pode decidir se permite os cookies ou não. Tenha em atenção que, se os rejeitar, poderá não conseguir utilizar todas as funcionalidades do site.