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O ministro da Defesa Nacional de Portugal desce as escadas de uma aeronave militar KC-390 da Força Aérea Portuguesa, estacionada em Istambul, no âmbito de uma visita oficial para avaliar investimentos no setor da defesa.
Foto: Nuno Veiga/LUSA


Istambul, Turquia, 27 jan 2026 (Lusa) – O ministro da Defesa Nacional defendeu hoje que deve ser feito um “esforço persistente” para que o recrutamento de militares e o reforço das fileiras não seja um “fenómeno pontual”, além do investimento em material militar com retorno económico.

À chegada a Istambul, na Turquia, para onde voou de Portugal numa aeronave KC-390, para avaliar investimentos nas indústrias do setor, Nuno Melo salientou que “esta visita está alinhada com as circunstâncias” do contexto atual e que o país está a investir no setor militar, mas não quer limitar-se a adquirir capacidades.

“Queremos um retorno que seja óbvio para a economia portuguesa e, por isso, também com o envolvimento das nossas empresas no ciclo, ou da produção, ou da manutenção”, salientou, dando como exemplo a própria aeronave KC-390, um avião de transporte militar multifacetado que o Estado português tem adquirido à construtora aeronáutica brasileira Embraer, adaptando-o, através de tecnologia nacional, aos padrões da NATO e da União Europeia.

Interrogado sobre se o país tem recursos humanos suficientes para operar esses equipamentos, Nuno Melo respondeu que o seu Governo “começou pelas pessoas”, investindo no aumento de salários e suplementos.

“Hoje são mais os militares que entram nas Forças Armadas do que os que saem, mas este é o início de um ciclo. E este esforço tem de ser persistente para que o que vamos tendo não seja um fenómeno casual, pontual”, realçou.

Na opinião do governante, “esta consistência há de ser medida todos os anos em mais militares a quererem entrar para o Exército, para a Marinha, para a Força Aérea, e menos militares a saírem das Forças Armadas”.

Sobre a visita a Istambul, Nuno Melo destacou que irá visitar o primeiro de dois navios reabastecedores que vão reforçar a Marinha portuguesa – o Navio da República Portuguesa (NRP) “Luís de Camões” -  e que está a ser construído nos estaleiros da ADA, em Tuzla.

Nuno Melo salientou que a Turquia não é membro da União Europeia, mas é “um dos países mais importantes” no seio da NATO.

O ministro realçou que na comitiva portuguesa estão vários representantes das indústrias de Defesa, incluindo o presidente do Conselho de Administração da IdD Portugal Defence, Ricardo Pinheiro Alves, “para avaliar possibilidades” e para que as empresas nacionais mostrem “o que fazem nos diferentes domínios: terra, ar, mar, espaço”.

Além da visita a Istambul, até quinta-feira, Nuno Melo irá ainda até Varsóvia, capital da Polónia, no final da semana.


 



 

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