Parceiros

(Tempo de leitura: 2 - 3 minutos)
Foto: Tony Da Silva


Alcácer do Sal, Setúbal, 06 fev 2026 (Lusa) - O candidato presidencial André Ventura considerou hoje que "não é o momento de criar mais problemas", ao comentar a sugestão do Presidente da República de abertura de "um canal de entrada" de imigrantes para ajudar a reconstruir casas.

O candidato e líder do Chega considerou que, "num momento em que as pessoas precisam de ajuda", não se deve "misturar isso com assuntos de imigração" nem "agravar os problemas que o país já tem".

"Devemos fazer isso em comunidade, juntando a nossa solidariedade e apelando a todos para ajudar. Não é o momento de criar mais problemas a um problema que já temos", defendeu o candidato, que tem um posicionamento anti-imigração.

André Ventura sustentou que a questão da mão de obra se resolve pagando melhor aos trabalhadores portugueses, com o apoio das Forças Armadas e da "administração pública" e voluntários, e salientou que a ajuda tem de "ser imediata e eficaz", pelo que "tem de haver" capacidade interna.

As pessoas afetadas "não podem estar à espera de outras que vêm do outro lado do mundo, essas pessoas têm que reconstruir os telhados hoje, não é daqui a 10 meses, quando forem regularizadas as pessoas que vêm de fora".

Na quarta-feira, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu a abertura de "um canal de entrada" de imigrantes para dar resposta à falta de mão-de-obra para reconstruir as zonas afetadas pela tempestade Kristin.

André Ventura falava aos jornalistas depois de visitar um armazém em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, onde estão a ser angariados e selecionados bens de primeira necessidade. Naquele local, o candidato e comitiva também descarregaram vários sacos com comida, água e produtos de higiene para as populações afetadas do concelho.

Na ocasião, o candidato presidencial foi questionado sobre a notícia do semanário Expresso que refere que as Forças Armadas só entraram em “prontidão imediata” uma semana depois da passagem da tempestade Kristin e aponta que a descoordenação entre militares, Proteção Civil, Governo e autarquias atrasou a resposta.

André Ventura considerou que “todos os serviços falharam”, nomeadamente militares, Proteção Civil e Governo, e que o Presidente da República, enquanto Chefe Supremo das Forças Armadas, deve reconhecê-lo.

“Gritante é como nós não aprendemos tragédia após tragédia a uma operacionalização da Proteção Civil, dos milhões que gastamos em serviços do Estado de prevenção e que mais uma vez falharam redondamente”, criticou, apontando "uma falta de prevenção brutal que não foi assumida, e depois na falta de capacidade de ajuda às pessoas de forma imediata".

Sobre as declarações do primeiro-ministro no final do Conselho de Ministros de quinta-feira, o candidato a Presidente da República disse ter "várias [críticas] a fazer, mas não é o momento para isso", mas sim para ajudar as populações afetadas.

"Acho que foi insultuoso para as pessoas aquilo que fizeram, conseguiram, ou tentaram, emendar a mão, mas é quando os governos falham a ajudar as pessoas, depois de falharem a prevenção, que nós vemos o melhor das pessoas", defendeu.


 



 

NOTÍCIAS RECENTES

SAÚDE

Desporto

We use cookies
Usamos cookies no nosso site. Alguns deles são essenciais para o funcionamento do site, enquanto outros nos ajudam a melhorar a experiência do utilizador (cookies de rastreamento). Você pode decidir se permite os cookies ou não. Tenha em atenção que, se os rejeitar, poderá não conseguir utilizar todas as funcionalidades do site.