Parceiros

(Tempo de leitura: 2 - 3 minutos)


Estamos em Janeiro de 2026. Começa-se um ano e não se sabe como terminará. Ao termos formulado votos aos familiares, a amigos e a conhecidos, pronunciámos desejos de prosperidades, de felicidades, de paz, de saúde.

Aos mais íntimos, talvez tenhamos falado de concretização de sonhos, de projetos, de viagens.

Alguns continuarão ainda a formular votos, a concretizar projetos para 2026. 

Quanto a mim, irei em peregrinação até à Ucrânia e à Rússia, e convidarei Putin e Zelensky a sentarem-se à mesa para se olharem olhos nos olhos, e obrigá-los-ei a encontrarem palavras e acordos de uma paz duradoura. Mostrar-lhes-ei corpos mutilados de soldados que nem saberão se são russos ou ucranianos. Levarei as angústias e os gritos lancinantes das mães, das namoradas e dos órfãos. Não lhes abrirei a porta sem encontrarem uma solução de paz justa e perene.

Deslocar-me-ei até Israel. Procurarei encontrar Netanyahu. Certamente que os seus conselheiros, ao verem o meu semblante de caminheiro, com mochila e sandálias, irão dissuadir-me de não insistir no meu desejo. Tentarei encontrar-me com israelitas nas ruas, nas praças públicas, nos cafés. Muitos confessar-me-ão a desilusão de não terem conseguido construir uma sociedade de concórdia entre os povos vizinhos. Pesar-lhes-á na consciência a destruição e as mortes de um povo que vive paredes-meias com eles, na designada faixa de Gaza. Tentarão ignorar as ocupações e expulsões constantes de familiares árabes na Cisjordânia. Viverão com medo e desejarão partir de um país que se tornou numa espécie de prisão e onde só poderão permanecer em constantes alertas, recorrendo a ameaças, a ódios e a assassinatos a quem os pretenda molestar. 

Já não irei até ao Iémen. Certamente que seria difícil encontrar-me com os Houthis, empenhados que estão em continuar a guerrear-se com o poder central e cometer atos de pirataria para com navios no Mar Vermelho para subsidiarem a luta armada. Nem tão pouco me deslocarei ao Irão. Estarei atento ao que ali se passa e admirarei a coragem daqueles que enfrentarão a repressão dos Aiotalas que pretendem dirigir um país através de preceitos religiosos, controlando as consciências dos cidadãos.

Ao peregrinar no começo deste ano de 2026, é minha intenção sensibilizar povos e gentes para a beleza, a ternura, a amizade que se sobrepõem ao ódio, à guerra, ao exílio, à dor sem fim. 

Gostaria de os incentivar a fomentar iniciativas de progresso, de diálogos proveitosos, de vitórias justas e de conquistas humildes.

Era bom que aprendessem a falar com as flores, com as crianças, com os velhinhos para lhes transmitir palavras de admiração e sorrisos encantadores.

Muita mudança seria necessário acontecer para obter a paz interior, a tranquilidade serena e o sono dos justos.

Ainda aguentaremos um ano a saborear o conforto da lareira, a felicidade familiar, a beleza feminina, a ternura dos netos, a tranquilidade dos idosos, o vigor da juventude?

Marquemos, desde já, um encontro para janeiro de 2027.


 



 

A nossa missão

Temos em linha

Temos 2938 visitantes e 0 membros em linha

Comunidades

21-Dez.-2025

Aprender português e inglês fica mais divertido …

Livros infantis bilíngues da autora portuguesa Isabel Ricardo chegam a leitores em 11 países.
Foi distinguida com prémio Lite

We use cookies
Usamos cookies no nosso site. Alguns deles são essenciais para o funcionamento do site, enquanto outros nos ajudam a melhorar a experiência do utilizador (cookies de rastreamento). Você pode decidir se permite os cookies ou não. Tenha em atenção que, se os rejeitar, poderá não conseguir utilizar todas as funcionalidades do site.