Parceiros

(Tempo de leitura: 3 - 5 minutos)


Os deputados da coligação PSD/CDS-PP/PPM eleitos pela Terceira, Açores, acusaram hoje o PS de "falta de bom senso" e de "aproveitamento político" em relação às obras numa estrada daquela ilha onde houve uma derrocada.

"As imagens comprovam que o local está com uma perigosidade muito elevada. A prioridade do Governo Regional tem sido a segurança das pessoas. E achamos que é uma falta de bom senso da parte do PS tentar fazer aproveitamento político de toda essa questão", afirmou o deputado do PSD/Açores e vice-presidente do grupo parlamentar social-democrata açoriano, Paulo Gomes, numa conferência de imprensa junto ao local.

Desde 14 de janeiro que a estrada principal entre as freguesias da Serreta e Raminho, no concelho de Angra do Heroísmo, está encerrada, devido a uma derrocada provocada por um sismo de 4,5 na escala de Richter, inserido na crise sismovulcânica em curso na ilha Terceira desde junho de 2022.

Na sexta-feira os dirigentes do PS da ilha Terceira acusaram o Governo dos Açores (PSD/CDS/PPM) de “inação” e “desconsideração” pela população, por ter demorado oito meses a avançar com as obras de limpeza da estrada.

“Levaram cerca de oito meses para fazer uma intervenção de limpeza e remoção das pedras no troço que liga o Cabo do Raminho à Mata da Serreta, quando desde que houve a crise sísmica foi algo que a população exigiu e as circunstâncias de há oito meses se mantêm exatamente iguais”, afirmou, em declarações aos jornalistas, o deputado do PS eleito pela ilha Terceira Luís Leal, numa conferência de imprensa, junto ao local.

O deputado socialista acusou o executivo de “completa desconsideração” e de tentar iludir a população, porque as obras arrancaram nas vésperas da peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora dos Milagres, na freguesia da Serreta.

Luís Leal rejeitou ainda que o chumbo do Orçamento da região para 2024, motivo da realização de eleições antecipadas, em fevereiro, seja uma justificação para o atraso nas obras.

Hoje numa conferência de imprensa os deputados da coligação PSD/CDS-PP/PPM eleitos pela ilha Terceira criticaram as declarações socialistas, sublinhando que "a prioridade do Governo Regional tem sido a segurança das pessoas e a salvaguarda da vida humana".

"Esta tem sido a grande prioridade do Governo Regional da qual os partidos da coligação subscrevem na íntegra", vincou o deputado do PSD/Açores Paulo Gomes.

O deputado açoriano disse que o PS foi "durante 24 anos alertado pelas Juntas de Freguesia e pela população para o perigo" na estrada do Raminho, mas "nada foi feito".

Paulo Gomes destacou a ação do Governo Regional de coligação nesse processo da estrada, realçando que "está tudo a decorrer nos timings corretos".

"Todos nós querermos que as coisas se revolvam muito rapidamente, mas nem sempre é possível. E, reitero: quem vem ao local pode comprovar que realmente é uma situação de grande perigo para as pessoas e o Governo Regional tem dado prioridade à salvaguarda da vida das pessoas e à segurança", reforçou o vice-presidente do grupo parlamentar social-democrata açoriano.

Relativamente à via alternativa àquele troço, o parlamentar realçou que o Governo Regional "tem tido a preocupação de melhorar" a sinalização e o piso da estrada, rejeitando criticas do PS, que alegou que oito meses depois da derroca “continua por asfaltar, por ter luz e por melhorar”.

"Também achamos uma demagogia atroz falar da iluminação. E, é falso que as pessoas têm de fazer demoram mais do que uma hora e meia para percorrer a estrada, porque bastam entre 10 a 15 minutos", apontou.

Paulo Gomes admitiu não ser a situação "ideal", mas lembrou o panorama atual com a ocorrência diária "de muitos sismos".

Mas, acrescentou o deputado, "esse processo deve ser bem gerido", tendo em conta a salvaguarda da vida humana e a segurança das populações, e nessa matéria "o Governo Regional tem sido exímio".

Quanto às criticas do PS, que acusou o executivo de ter demorado oito meses para avançar com as obras de limpeza da estrada, o parlamentar lembrou que quando ocorreu a grande derrocada na via os Açores estavam "em campanha eleitoral devido ao chumbo do orçamento regional que foi promovido pelo PS e BE".

O Governo Regional lançou, em 26 de julho, o concurso para a conceção e construção da reabilitação do talude, que apresenta “sinais de instabilidade”, por um valor base de quatro milhões de euros.

Entretanto, o executivo adjudicou uma empreitada de desmatação e desmonte de rochas em talude, por cerca de 363 mil euros, que se iniciou na quarta-feira, por um período de 45 dias.

“Sem prejuízo de uma intervenção mais estrutural na estrada em causa, tornou-se necessário avançar desde já com uma contratação de emergência devido ao aumento significativo da atividade sísmica no perímetro do vulcão de Santa Bárbara, acompanhado de sinais de deformação radial, o que aconselha à abertura da via, para efeitos de criação de alternativas de acesso”, justificou o Governo Regional, em comunicado.

O Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA) elevou, no dia 27 de junho, o nível de alerta do vulcão de Santa Bárbara, para V3, numa escala de 0 a 6, em que 3 significa a confirmação da reativação do sistema vulcânico.

EMBAIXADA DE PORTUGAL

NOTÍCIAS RECENTES

Colunistas

Ambiente

Boletim informativo

FOTO DO MÊS

We use cookies
Usamos cookies no nosso site. Alguns deles são essenciais para o funcionamento do site, enquanto outros nos ajudam a melhorar a experiência do utilizador (cookies de rastreamento). Você pode decidir se permite os cookies ou não. Tenha em atenção que, se os rejeitar, poderá não conseguir utilizar todas as funcionalidades do site.