PORTO – O Grupo Salvador Caetano deu mais um passo decisivo na sua estratégia de diversificação e inovação tecnológica. A gigante portuguesa do setor automóvel anunciou uma parceria estratégica com a tecnológica chinesa Neolix, líder mundial em veículos autónomos de entregas, com o objetivo de transformar a mobilidade urbana e a logística de "última milha" no mercado europeu.
A aliança, que une a vasta experiência de distribuição e retalho da Salvador Caetano à tecnologia de ponta em condução autónoma da Neolix, visa introduzir frotas de veículos inteligentes e sem condutor em centros urbanos, parques industriais e campus universitários.
O Futuro da "Last-Mile" é Autónomo
Os veículos da Neolix, já testados com sucesso em várias cidades asiáticas e do Médio Oriente, são desenhados para operar 24 horas por dia, oferecendo soluções que vão desde a entrega de encomendas e bens de consumo até à venda retalhista móvel. Com esta parceria, a Salvador Caetano Auto assume o papel de parceiro chave para a exploração, venda e assistência técnica destes dispositivos na Europa.
"Esta aliança não é apenas sobre veículos; é sobre moldar o futuro das cidades inteligentes. Queremos oferecer soluções que reduzam o tráfego e as emissões, aumentando simultaneamente a eficiência logística", refere fonte próxima do processo.
Pontos Chave da Parceria
Logística Inteligente: Implementação de veículos autónomos Nível 4 (sem necessidade de intervenção humana em áreas geofencing).
Expansão Europeia: Utilização da rede logística da Salvador Caetano para penetrar em mercados estratégicos.
Sustentabilidade: Veículos 100% elétricos, alinhados com as metas de descarbonização da União Europeia.
Inovação de Retalho: Possibilidade de transformar os veículos em "lojas móveis" autónomas.
Um Gigante Nacional em Mutação
Esta colaboração reforça a tendência da Salvador Caetano em posicionar-se não apenas como um vendedor de automóveis tradicionais, mas como um operador global de mobilidade. Após parcerias bem-sucedidas com marcas como a BYD, o grupo português consolida o seu papel de "ponte" entre a inovação tecnológica vinda do Oriente e as necessidades do consumidor europeu.
A introdução destas unidades autónomas deverá começar por projetos-piloto em áreas controladas, prevendo-se uma integração gradual no tráfego urbano à medida que o enquadramento legislativo europeu para a condução autónoma avance.




