O início de 2026 chega com uma mensagem clara de confiança, audácia e ambição para Portugal e para os Portugueses deixado pelo Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, na tradicional mensagem de Natal.
A comunidade portuguesa na Bélgica é hoje sinónimo de diversidade e dinamismo: somos milhares de cidadãos que dão o seu melhor em diferentes áreas da sociedade belga e europeia. Contudo, acreditamos que podemos ser ainda mais fortes se apostarmos na proximidade ao associativismo, à reorganização estratégica do ensino do Português e à implementação da modernização do exercício cívico – nomeadamente, o voto eletrónico.
O associativismo tem sido, ao longo das décadas, a principal rede de apoio social, cultural e cívico entre os portugueses emigrados. Defendemos uma presença cada vez mais próxima dos governantes e representantes dos emigrantes, mas também dos partidos políticos representado no país, como a Secção do PSD, junto das associações, apoiando a sua revitalização e incentivando novos projetos em prol da identidade e solidariedade, para os que estão mas também para quem chega de novo à Bélgica.
Outra prioridade inadiável é a reorganização do ensino do Português. Não podemos descurar a base linguística e cultural daqueles que, mesmo longe, continuam a sonhar e a viver em português. É urgente repensar estratégicamente o ensino do Português no estrangeiro dando-lhe não só uma vertente cultural e linguística de ligação ao País mas também como um activo económico. Precisamos que o ensino seja o mais possível integrado como língua estrangeira nas escolas do país de acolhimento para que a oferta seja o mais próxima possível de onde se encontram os Portugueses. É urgente uma estratégia comum e concertada entre o ministério dos negócios estrangeiros, o ministério da educação e do ministério da economia para o ensino do Português no estrangeiro para que tal seja possível.
No plano cívico, lamentamos profundamente que o voto eletrónico ainda não seja uma realidade – nem venha a sê-lo nas próximas eleições presidenciais deste janeiro. Esta é uma luta justa, que continuará a merecer a nossa atenção, pois facilita a participação democrática dos portugueses no estrangeiro, adapta o país à modernidade tecnológica e combate a exclusão de quem reside mais longe dos consulados.
Inspirados pela mensagem do Primeiro-Ministro – centrada na ambição, esforço e espírito de superação à imagem de Cristiano Ronaldo – concluo frisando: quer no país quer nas comunidades, é essencial não nos acomodarmos. Somos exemplos vivos do Portugal capaz de vencer e inovar além-fronteiras. Devemos ambicionar sempre mais: mais união, mais proximidade, mais democracia.
Desejo um excelente 2026 a todos os portugueses emigrados – e, em especial, à vibrante comunidade portuguesa na Bélgica. Que este seja o ano da proximidade, da valorização do ensino e do reforço da cidadania, sempre sob o signo da ambição!

