Arrancou esta terça-feira, no Funchal, o Curso Mundial de Formação de Dirigentes Associativos das Comunidades Portuguesas, iniciativa que reúne responsáveis de associações da diáspora com o objetivo de reforçar a ligação entre Portugal e os seus cidadãos no estrangeiro.
A sessão de abertura contou com a presença do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, que destacou o papel do movimento associativo como elemento central na preservação da identidade portuguesa além-fronteiras. Na cerimónia estiveram também representantes de várias entidades nacionais e regionais, entre os quais responsáveis ligados às áreas das comunidades e dos assuntos consulares.
O curso, que decorre entre 17 e 19 de março, reúne participantes de diferentes países e pretende promover a troca de experiências e o reforço de competências dos dirigentes associativos. A iniciativa aposta na capacitação prática, com sessões dedicadas à gestão e organização, desenvolvimento de projetos e financiamento, bem como à promoção cultural.
Organizado pela Direção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, em colaboração com entidades regionais da Madeira e a autarquia local, o encontro visa também aproximar as associações da diáspora das instituições sediadas em Portugal, incentivando a criação de redes de cooperação mais eficazes.
Entre as prioridades desta edição está o reforço da participação feminina no movimento associativo, com particular enfoque na valorização do papel da mulher migrante em posições de liderança. A iniciativa procura, assim, criar condições para uma maior representatividade e dinamização das estruturas associativas.
Durante a abertura, Emídio Sousa sublinhou que o investimento na formação dos dirigentes associativos contribui para garantir a continuidade da cultura portuguesa no estrangeiro e para dotar as comunidades de ferramentas capazes de responder aos desafios atuais.
O Curso Mundial de Formação de Dirigentes Associativos das Comunidades Portuguesas insere-se numa estratégia mais ampla de valorização da diáspora, considerada pelas autoridades como um dos pilares da projeção internacional de Portugal.




