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Vários tratores alinhados ocupam uma rua, simbolizando uma manifestação de agricultores europeus em protesto contra propostas para a Política Agrícola Comum.
Foto:DR


São esperados 12.000 agricultores provenientes de todos os Estados-Membros, que se manifestam contra a proposta de redução do orçamento destinado à Agricultura no período de 2028-2034 e de alteração da arquitetura da Política Agrícola Comum.

Está em causa o desvirtuamento da PAC, até hoje um pilar fundamental da soberania e da estabilidade da UE. Portugal ficará ainda mais em desvantagem perante outros Estados-Membros.

A Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP) participa, esta quinta-feira, dia 18 de dezembro, na ação de protesto que reunirá milhares de agricultores europeus contra a proposta apresentada pela Comissão Europeia para a nova Política Agrícola Comum (PAC), naquela que será a maior manifestação de sempre do setor a ter lugar em Bruxelas. A comitiva da CAP integra mais de duas dezenas de participantes e será liderada pelo presidente Álvaro Mendonça e Moura e pelo secretário-geral Luís Mira. 

Os Agricultores portugueses e europeus estarão a protestar contra a proposta da Comissão Europeia de redução do orçamento destinado à Agricultura no próximo quadro financeiro plurianual da União Europeia (UE), bem como a integração da PAC num envelope financeiro nacional mais amplo, juntamente com fundos regionais e de coesão, transferindo para os governos nacionais a responsabilidade de decidir sobre a gestão e repartição das verbas, cada vez mais reduzidas. 

Trata-se da maior manifestação de agricultores na Europa, com uma previsão de mais de 12.000 participantes, com o objetivo de destacar a importância da agricultura e a coesão da PAC enquanto instrumento fundacional e fundamental da Europa, que garante a segurança alimentar e a estabilidade, além de promover a sustentabilidade ambiental, a competitividade, a modernização e o desenvolvimento económico e social do meio rural. 

Álvaro Mendonça e Moura, presidente da CAP afirma: “Estas políticas representam um retrocesso para a PAC, a única política verdadeiramente comum na Europa. Não se compreende que, quando o Orçamento da União Europeia aumenta 40%, se proponha uma redução de 20% para a agricultura.” Para o Presidente da CAP, “com estas políticas europeias, nomeadamente com a fusão do desenvolvimento rural com a coesão territorial, Portugal será muito mais prejudicado do que outros países. Ou seja, com as transferências do segundo pilar para o primeiro, o das ajudas diretas, financiados a 100% por fundos europeus, Portugal ficará abaixo de países como Espanha, França, Alemanha e Itália. Naturalmente, esta medida acentuará as desigualdades e coloca em causa a competitividade entre países.” 

A presença da CAP na manifestação representa o seu compromisso em defender os interesses dos agricultores portugueses e europeus, exigindo uma PAC justa e capaz de responder aos desafios do setor agroalimentar. 


 



 

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