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Dois líderes mundiais conversam de perto num evento oficial, com militares uniformizados ao fundo, ilustrando um momento de diálogo diplomático.


DAVOS, SUÍÇA – O cenário geopolítico global sofreu um novo abalo durante o Fórum Económico Mundial, com a China a rejeitar formalmente o convite para integrar o recém-criado Conselho da Paz (Board of Peace) proposto pelo Presidente Donald Trump.

A negativa de Pequim surge num momento de tensão crescente, após Trump ter sugerido que a nova organização poderá, eventualmente, substituir as Nações Unidas.

Uma "Alternativa Ágil" ou um "Clube Pago"?

O Conselho da Paz, inicialmente concebido para gerir a reconstrução da Faixa de Gaza após o conflito, evoluiu rapidamente para uma proposta de governação global sob a liderança direta de Trump, que se autonomeou presidente vitalício do órgão.

Entre os pontos mais controversos da carta do Conselho, destacam-se:

-Modelo "Pay-to-Play": Relatórios indicam que os países podem garantir assentos permanentes mediante o pagamento de mil milhões de dólares, enquanto outros teriam mandatos rotativos de três anos.

- Poder de Veto Centralizado: Ao contrário do Conselho de Segurança da ONU, onde cinco potências detêm poder de veto, no Conselho da Paz esse poder estaria concentrado exclusivamente na figura do presidente da organização.

- Substituição da ONU: Em declarações em Davos, Trump afirmou que a ONU "não tem sido muito útil" e que o seu novo conselho tem o potencial de ocupar esse espaço.

A Resposta de Pequim

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Guo Jiakun, reiterou o compromisso de Pequim com o "verdadeiro multilateralismo". Em comunicado, o governo chinês afirmou que continuará a salvaguardar o sistema internacional centrado na ONU e a ordem baseada no direito internacional.

"Independentemente das alterações na situação internacional, a China defende firmemente o sistema internacional com a ONU no seu núcleo", declarou Jiakun, sinalizando que a China não pretende validar uma estrutura que contorne as normas estabelecidas pela Carta das Nações Unidas.

Reações Internacionais e Tensões Diplomáticas

A proposta dividiu a comunidade internacional. Enquanto países como a Indonésia e a Hungria mostraram abertura ou intenção de participar, aliados tradicionais como o Canadá e a França manifestaram ceticismo. O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, chegou a ver o seu convite retirado após críticas ao modelo, enfrentando ainda ameaças de tarifas alfandegárias por parte de Washington.

Especialistas alertam que a criação deste conselho 

China Rejeita "Conselho da Paz" de Trump e Defende Primazia da ONU uma mudança radical na diplomacia, movendo-se de consensos multilaterais para um modelo de "clube de negócios" internacional, o que pode fragmentar ainda mais a governação global em 2026.

 


 



 

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