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Montagem com duas imagens: à esquerda, uma mulher de expressão séria com cabelo claro e franja, à direita, um homem e uma mulher sentados juntos à mesa, ambos sorridentes, com bebidas à frente. A imagem ilustra o artigo sobre a exoneração de Mafalda Livermore da Câmara Municipal de Lisboa devido a polémicas políticas.


LISBOA – A trajetória política de Mafalda Livermore (também conhecida como Mafalda Guerra) sofreu um revés determinante este fim de semana.

A militante do Chega, cuja nomeação para a administração dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa (CML) já era alvo de contestação, foi exonerada de funções após uma investigação jornalística revelar um "império" de habitação clandestina.

Do "Acordo de Cavalheiros" à Exoneração

A nomeação de Livermore, em dezembro passado, foi vista pela oposição (PS, BE e Livre) como uma "moeda de troca" política entre Carlos Moedas e o vereador do Chega, Bruno Mascarenhas — de quem Livermore é namorada. O objetivo seria garantir a viabilidade de votações cruciais no executivo municipal.

Contudo, a pressão tornou-se insustentável após a reportagem "A Prova dos Factos" (RTP), que expôs atividades paralelas da agora ex-administradora:
 * Habitação Clandestina: Livermore é proprietária de imóveis onde residem dezenas de imigrantes em condições precárias e sem licença legal para habitação.
 * Usurpação de Funções: Existem suspeitas, agora sob investigação das autoridades, de que a militante terá atuado como jurista sem possuir as qualificações ou o registo necessário para o efeito.

Reações Políticas

O Presidente da Câmara, Carlos Moedas, que anteriormente defendera a nomeação com base no critério da "competência", viu-se obrigado a recuar. A exoneração foi oficializada no dia 7 de março, poucas horas após a emissão da reportagem.
Do lado do Chega, André Ventura tentou distanciar-se do escândalo, afirmando que foi a própria militante a solicitar a saída para "se defender em tribunal", embora fontes internas apontem para um profundo mal-estar no partido, que tem feito da crítica à imigração descontrolada e à corrupção a sua principal bandeira política.
"É a hipocrisia máxima: um partido que ataca os imigrantes mas cuja dirigente lucra com a sua exploração em habitações ilegais," afirmou fonte do Bloco de Esquerda.

O Que se Segue?

Com a saída da CML, Mafalda Livermore enfrenta agora:
 * Inquérito Judicial: Investigação sobre a legalidade dos arrendamentos e a possível usurpação de funções.
 * Crise na Coligação: O caso fragiliza a relação de confiança entre o executivo de Moedas e o Chega, num momento em que o orçamento municipal volta a estar no centro do debate.


 



 

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